quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
POV
Caminho em frente pra sentir saudade (8) "
São caminhos distintos, são pontos de vistas dispersos. São frases sem sentido algum. É uma verdadeira confusão de quem não sabe usar os talheres corretamente. Na prática se aprende, e depois flui com a maior naturalidade do mundo. Sem ajuda, sem espelhos, sem um lenço amarrado nos ombros pra corrigir a postura. Me importa sim a postura, não quero dor nas costas depois. Importa-me o olhar , o bom comportamento a mesa, mas todo mundo comete pecado quando a missa termina, nem todo mundo gosta do seu cabelo cacheado ou de você careca.
O que importa é começar sempre dos talheres da ponta, já que os talheres já ficam na ordem, só esperando o seu usar.
Eu prefiro as colheres.
- carla azevedo
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Torre Eiffel de latão.

E se os meus sonhos forem falsos? E se valessem tanto quanto aquele chaveiro da torre eiffel feito de latão ? Mesmo que tenha vindo de Paris, mesmo que tivesse vindo da lojinha de R$ 1,99 dali da esquina. Eu continuaria tendo em mim, todos os sonhos do mundo. Parafraseando Lulu Santos " O que eu ganho e o que eu perco, ninguém precisa saber" . Então de onde sai essa necessidade de alguém para me ajudar? Não tenho nenhuma pretensão em conseguir nada com os textos que eu escrevo, com meus sonhos ou com meus monólogos intermináveis. Só que como eu não tenho com quem ou com que compartilhar, me vejo angustiada e sem esperanças em meio a um lugar desconhecido. Onde tudo é cinza, onde nada que eu tenho vale a pena, nem mesmo a própria vida, a própria alma.
Nas minhas incontáveis cores, nenhuma serve pra trazer alegria pra esse lugar. Não existe no mundo, pelo menos no meu mundo, uma explicação pra o que acontece. Não existe o porque das flores não crescerem lá, não existe o porque de um único ser humano estar enclausurado em meio a todo esse ferro , e não permitir que seus sonhos, mesmo que valham (não sei se é assim que escreve) o mesmo valor da minha torre eiffel de latão , libertem-se e preencham de cores e luz esses cantos escuros.
- carla azevedo
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
romantismo
ainda encontro a fórmula do amor. (8)
carla azevedo -
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
a vida passa
no valor do sorriso dos meus sobrinhos, dos bolos de chocolate que minha mãe fazia, na merendeira com o meu lanche o da minha melhor amiga. da salada de brócolis com batata que minha mãe fazia sempre que ela vinha pra cá.
nas lágrimas que eu soltei , dos beijos dele que eu neguei , no raio de sol que eu preferi ver pela janela ao invés de ir lá fora.
sinto falta daquele olhar perdido , pedindo carinho e uma voz de neném no ouvido. e percebo que não sou só eu que não dou valor as pequenas coisas.
e com isso, acabam acomodando-se a tudo e chega uma hora na vida, que não se sabe nem o que é sorrir, ou ao menos um resquício de alegria. em qualquer período da vida.
se alguém lê isso , dê valor as pequenas coisas da vida.
seja um carinho que alguém te dá.
ou uma simples ligação pra saber como você tá ou pra dizer que gosta de você, porque isso faz uma falta, que nem eu mesma sei explicar.
- carla azevedo
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
A parte bacana do tal do amor
Às vezes me sinto à beça, você nem merece ter
Às vezes me sinto um castigo,uma praga, sua maldição
Às vezes me sinto um abrigo,uma graça, sua salvação "
O que eu mais acho bacana em amar/ser amado é a inconstância dos sentimentos. Você sente de tudo , se perde em meio a um lugar vazio e dentro de seus próprios pensamentos, que vivem em favor a um a pessoa. Já quis apostar na parte bacana desse tal amor.
Mas parece que pra amar, tem que saber jogar, tem que ser um bom estrategista. Coisa que não sou , e nem chego perto de ser. Gosto do jogo limpo, aberto, sem delongas. Se eu perder, que seja porque eu fracassei , e não porque desisti. E se ganhei , porque eu fiz por merecer. Repare que é só um jogo e nada mais, tudo se baseia nas estratégias utilizadas para falar, para conquistar, para se referir, dar carinho. E como um jogo de futebol, necessitamos preparar bem nossa zaga, nosso ataque e o contra - ataque.
Outra boa estratégia, é conhecer bem o seu "adversário" , saber o que significam os olhares, os gestos, as expressões. Uma boa observação em conjunto de uma boa análise formam um grande trunfo.
Porém , não se pode esquecer de si próprio. É como o cheiro de terra molhada que sentimos antes de chover, é o presságio que por aí vem chuva, e que nessa chuva , você pode se molhar ou não, basta você querer.
tá chovendo, e eu gosto de quando chove. - carla
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Par ímpar
Vou assistir
Tudo que há pra saber
E um tanto mais
Se você vier atrás
Vou te levar
E no jogo de se completar
A gente faz um par ímpar
Você pede chorando
Eu faço rindo
Se pede sorrindo, gargalhando
Até quando não sabe bem o que quer
Mas se pede carinho, eu me desmancho
É par com par
Como só a gente sabe fazer "
Sábias palavras de César Camargo Mariano, fazem-se história e desejo em minhas palavras e trabalha minha imaginação a mil por hora, pensando em cada detalhe, em cada palavra, a cada inconstância da tua respiração. Faça-se em carne meu desejo incontrolável desse teu mistério tão doce e intrigante.
Tendo consciência de minha total falta de vontade e sendo expert em redenção, mostro minha vontade de falso controle, meu total desejo de afirmar minhas vontades.
Não possuo mistérios, sou extremamente expressiva. Possuo olhos expressivos e um jeito incomum de ser. Consigo unir características opostas num único ser, não sou um modelo, ou a obra prima de um artista. Sou um ser errante , sou um ser repleto de cores.
Hoje ...
Sou Anita .
Prazer em conhecê-lo.