eu acho engraçado a forma que você pode tornar-se invisível em certos aspectos na vida de alguém. sinto-me lisonjeada em saber que me vê. mas pior me sinto quando sei que não me enxerga. são desculpas esfarrapadas que ouço , não há nietzsche que encontre uma razão pra isso, não há shakespeare com toda sua sentimentalidade que defina o que sinto, acho que nem machado de assis, clarice lispector ou até djavan que defina o que passa pela minha cabeça. o que mais confunde é saber que meus pensamentos estão entrelaçados por uma rede fina de persuasão que mesmo sendo fina, tem a resistência de um diamante que só sofrerá algum dano caso outro diamante o atinga. saiba que somos , de forma independente, muito parecidos. pelo menos ao meu ver, não encontro forma melhor de dizer que não existiram escalas para perceber meu sentimento. se hoje escrevo, é porque não existiu outra forma de pronunciar-me. sei que me anulo quando digo que gosto, já que prometi não gostar mais de ninguém. porém é involuntário gostar, é involuntário o meu sentir, o meu sonhar. e dessa anulação, retiro a vontade, pois que por mais que eu tenha medo, sei que eu posso , muito bem , afirmar o meu ponto de vista, dessa vez sem persuasão de alguém.
domingo, 17 de janeiro de 2010
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