segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Par ímpar

" Se você quiser mostrar
Vou assistir
Tudo que há pra saber
E um tanto mais
Se você vier atrás
Vou te levar
E no jogo de se completar
A gente faz um par ímpar

Você pede chorando
Eu faço rindo
Se pede sorrindo, gargalhando
Até quando não sabe bem o que quer
Mas se pede carinho, eu me desmancho
É par com par
Como só a gente sabe fazer "

Sábias palavras de César Camargo Mariano, fazem-se história e desejo em minhas palavras e trabalha minha imaginação a mil por hora, pensando em cada detalhe, em cada palavra, a cada inconstância da tua respiração. Faça-se em carne meu desejo incontrolável desse teu mistério tão doce e intrigante.

Tendo consciência de minha total falta de vontade e sendo expert em redenção, mostro minha vontade de falso controle, meu total desejo de afirmar minhas vontades.

Não possuo mistérios, sou extremamente expressiva. Possuo olhos expressivos e um jeito incomum de ser. Consigo unir características opostas num único ser, não sou um modelo, ou a obra prima de um artista. Sou um ser errante , sou um ser repleto de cores.


Hoje ...


Sou Anita .

Prazer em conhecê-lo.


Um comentário:

  1. Se me permite uma breve correção, Par Ímpar é letrado por Jair Oliveira e musicado pelo mestre César Camargo Mariano...

    Mas isso não tira a beleza da canção, estou apenas querendo ser justo, como sempre =)

    Esse jogo de palavras simples mas significativas e sucintas deixam tudo claro mas ao mesmo tempo escuro, digo escuro no sentido de se fazer pensar demais e não se chegar a conclusão algum, escuro no sentido de mexer conosco e muitas vezes nos fazer sofrer, escuro no sentido de simplesmente nos fazer pensar ao mesmo tempo em tudo sem se pensar em nada.

    A consciência de nossos limites corporais e mentais é o que de melhor podemos ter, consciência de sabermos até onde, como e de que forma podemos ir a qualquer situação, consciência de o que podemos se pode obter ao agir de modo "X", consciência de saber o que de real se está acontecendo, sem que seja tomado pelo medo e escuro, escuro esse no sentido do parágrafo anteriormente citado.

    Simples mas ao mesmo tempo complexa, misteriosa mas ao mesmo tempo um límpido e transparente vidro, esta é você, alterando momentos comuns e incomuns, certa ou errante, uma completa palheta de cores, um obra prima que alterna entre o abstracionismo lírico e o fauvismo.

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